Origens e construção
O Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes, localizado na zona oeste de Manaus, é hoje um dos mais relevantes terminais aéreos do Brasil, especialmente no que diz respeito ao transporte de cargas. Mas sua trajetória começou décadas atrás, como parte de um projeto ambicioso para modernizar a infraestrutura aérea da Região Norte.
A construção do aeroporto teve início no começo da década de 1970, quando se identificou que o antigo Aeroporto de Ponta Pelada já não atendia mais à crescente demanda da capital amazonense. O terminal anterior era compartilhado com a Base Aérea de Manaus e apresentava limitações para operações comerciais, sobretudo com o crescimento urbano e econômico da cidade.

Inauguração e primeiros anos de operação
O novo aeroporto foi projetado para ser moderno, funcional e estratégico, com foco tanto no transporte de passageiros quanto no escoamento de cargas industriais. Sua inauguração oficial ocorreu em 26 de março de 1976, com o nome de Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em homenagem ao marechal da Aeronáutica que teve papel importante na história da aviação brasileira.
A operação inicial ficou sob responsabilidade da Infraero, estatal brasileira encarregada da administração de grande parte dos aeroportos do país. Desde então, o terminal passou por diversas obras de expansão e melhorias para atender ao crescimento constante do fluxo de passageiros e de mercadorias.
Importância logística e crescimento da Zona Franca
A consolidação da Zona Franca de Manaus como polo industrial e comercial foi determinante para o fortalecimento do aeroporto como hub logístico. Com a instalação de indústrias multinacionais de eletroeletrônicos, medicamentos e bens de consumo, a necessidade de transporte ágil fez com que o Aeroporto de Manaus se tornasse o maior aeroporto cargueiro do Brasil e o terceiro da América Latina em volume de cargas.
Melhorias para a Copa de 2014
Na preparação para a Copa do Mundo FIFA de 2014, o aeroporto passou por uma série de obras de ampliação. Entre as melhorias, destacam-se:
- Reforma das salas de embarque e desembarque;
- Novas pontes de embarque;
- Modernização do sistema de climatização;
- Melhorias nos sanitários e acessibilidade;
- Nova comunicação visual e sinalização bilíngue.
Concessão à Vinci Airports
Em abril de 2021, durante a 6ª rodada de concessões aeroportuárias do Governo Federal, o Aeroporto Internacional de Manaus foi concedido à Vinci Airports, grupo francês que opera dezenas de aeroportos em todo o mundo. A concessão tem validade de 30 anos e prevê uma série de investimentos para elevar o padrão de qualidade do terminal.
Desde então, a Vinci vem promovendo:
- Modernização de áreas comerciais;
- Reformulação de espaços internos;
- Melhoria na climatização e conforto dos passageiros;
- Ampliação da segurança e eficiência operacional.
Atualidade e papel estratégico
Hoje, o Aeroporto Internacional de Manaus é responsável por conectar Manaus aos principais centros do Brasil e a destinos internacionais como Miami, Cidade do Panamá e Bogotá. Sua função logística é vital não apenas para a economia da capital amazonense, mas para toda a Região Norte.
Além disso, o aeroporto movimenta milhões de passageiros anualmente, sendo ponto de chegada para turistas que desejam explorar a Amazônia, bem como uma ferramenta essencial para a integração regional e nacional.
Ficha técnica do Aeroporto de Manaus:
- Localização: Manaus, Amazonas, Brasil
- Área total do sítio aeroportuário: 11.000.000 m²
- Área do terminal de passageiros: Aproximadamente 40.000 m²
- Capacidade anual: 6,4 milhões de passageiros
- Pista principal: 2.700 m x 45 m
- Pista auxiliar: 2.250 m x 45 m
- Pátio de aeronaves: 235.000 m²
- Posições de estacionamento de aeronaves: 20 posições
- Vagas de estacionamento para veículos: Aproximadamente 1.000 vagas
- Equipamentos de acessibilidade: Elevadores, rampas, sanitários adaptados, ambulift
- Administrador: Vinci Airports
- Concessão: Leilão da 6ª Rodada de Concessões Aeroportuárias – Bloco Norte
